Maurício 89 vira coordenador de stewards da Copa

1989 - Botafogo 1x0 Flamengo - Maurício
Aquele ponta veloz do Botafogo que driblava os adversários com muita força e arrancava o grito de gol do torcedor virou coordenador dos stewards, os famosos seguranças de colete verde-limão da Copa do Mundo. Este é Maurício, que tem lugar cativo na memória do torcedor alvinegro. Em 1989, ele marcou o gol em cima do Flamengo que tirou o time do jejum de 21 anos.

Às vésperas do início do Mundial, o ex-ponta sente saudade da época em que vivia dentro de campo, mas se contenta com a nova função e parte para a primeira Copa do Mundo.

“Sinto saudade em defender as cores do nosso País, como era quando jogava. Mas não deixo de defender nesta nova função. Quero que este trabalho seja um trabalho fixo para as pessoas e que vire uma ferramenta para o trabalhador, como um legado da Copa, gerando empregos”, destacou Maurício, que tem dado palestras motivacionais aos stewards.

“O Hilário, que é chefe da segurança, disse que precisava de um ex-atleta para dar palestras motivacionais e eu me prontifiquei. Na minha primeira preleção, relembrei minha infância na favela. Superei adversidades da vida com muita luta, vontade e determinação”, destacou Maurício, sem esquecer a trajetória no futebol.

“Entrei em um clube (Bonsucesso) e me profissionalizei (America). Depois, cheguei ao Botafogo, seleção, Grêmio, Inter e outros mais. Todo mundo pode crescer na vida. Hoje, sou professor de educação física e sou gestor em esporte”, ressaltou o ex-ponta alvinegro.

Na abertura da Copa, em 12 de junho, Maurício estará presente coordenando quase mil stewards. Em alguns eventos-teste, os seguranças receberam os torcedores com flores para quebrar o clima de hostilidade.

“Demos flores em alguns momentos especiais, como no Dia das Mães, mas não sei se isso vai acontecer na abertura da Copa”, disse o ex-jogador, que não conta com apoio da equipe para superar problemas dentro dos estádios. “Eles estão trabalhando em busca do pão de cada dia e somos uma família. Temos que ter um ideal comum. O futebol acaba com a guerra do mundo”, comparou Maurício.

Os stewards terão uma música, mas o coordenador faz mistério. “Estamos escrevendo algumas letras, mas ainda não está pronta a oficial. A Gláucia Torres é que a responsável por esta parte. Dou os meus pitacos”, brincou o ex-ponta do Botafogo. Como jogador, Maurício também atuou na Espanha, Coreia do Sul, São Paulo e Londrina. Ele pendurou as chuteiras em 2001.

Fonte: Terra

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