Zaga prata da casa volta com missão de espantar má fase defensiva do Botafogo

Com sete gols marcados e mais sete sofridos nas últimas quatro partidas, o Botafogo tem ajustes a fazer para seguir em alta no segundo turno do Brasileiro. Os 18 pontos conquistados no returno – dois a menos que o Cruzeiro, líder da segunda metade do campeonato – poderiam ser até mais se o Alvinegro tivesse mantido sua média em 2017 de quase um gol sofrido por duelo. Mas nos últimos 12 pontos, o Botafogo somou a metade (6).

Se o desempenho não foi tão bom foi muito por conta de uma curiosa inversão de papeis nesta fase da temporada. O ataque alvinegro, que já foi muito contestado no ano, funcionou. Mas o sistema defensivo, antigo ponto forte do time, vacilou.

– A gente está sofrendo mais gols, mas fazendo mais. Nas derrotas a diferença era sempre de um gol. O saldo continua o mesmo. (…) A gente empata pouco. Não dá para ficar com um ponto. É muito melhor correr riscos do que empatar. O jogo contra o Bahia foi super aberto. É estratégia, a gente briga pelos três pontos mesmo jogando fora. Gosto de buscar a vitória – citou Jair Ventura.

Às 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira, contra o Avaí na Ressacada, a missão de fechar a casinha fica a cargo de uma dupla prata da casa. Sem Carli, suspenso, Marcelo, de 21 anos, entrará ao lado de Igor Rabello, de 22. Ao lado de Matheus Fernandes, os jovens representam os maiores ativos do Botafogo no mercado – o mais velho, inclusive, despertou interesse da Udinese. Ao mesmo tempo em que buscam espantar a má fase da defesa, tentam melhorar seus próprios números.

MARCELO & IGOR RABELLO
Média de idade: 21,5 anos
Jogos: 11
Minutos: 828
Gols sofridos: 9
Aproveitamento: 42,4%

 
Amigos, Marcelo e Rabello só começaram a jogar juntos no profissional (Foto: Divulgação / Botafogo)

Amigos, Marcelo e Rabello só começaram a jogar juntos no profissional (Foto: Divulgação / Botafogo)

 

As joias somam apenas 11 jogos juntas na zaga, sendo sete como titulares e quatro com Marcelo saindo do banco de reservas. Ao todo, jogaram 828 minutos e sofreram nove gols, uma média de um a cada 92 minutos, o que equivale ao tempo de uma partida. O aproveitamento com o time é que ainda precisa melhorar: a dupla acumula quatro vitórias, dois empates e cinco derrotas (um rendimento abaixo da média, com 42,4%).

Os dois saíram da base de General Severiano, mas são de gerações diferentes e não jogaram juntos antes do profissional. Rabello subiu em 2015 com Renê Simões, voltou para o sub-20 onde foi campeão da OPG, acabou emprestado em 2016 e só nesta temporada se firmou como titular. Já Marcelo era do Resende, foi contratado no ano passado para os juniores e promovido em 2017 como reserva imediato do capitão Carli.

Fonte: GE

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