René Simões deve receber em torno de R$ 70 mil por mês para treinar o Botafogo

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Botafogo, Fluminense e Vasco sofrem do mesmo mal. O trio carioca amarga grave crise financeira e está atrás dos outros grandes clubes do país no planejamento para 2015. Os rivais lidam com recusas frequentes por conta da falta de dinheiro e a necessidade de respeitar o teto salarial para equilibrar as finanças.

O caso mais grave é o do Botafogo. O clube está com as receitas bloqueadas e tenta se reerguer sob o comando do presidente Carlos Eduardo Pereira. O Alvinegro quitou recentemente uma dívida de R$ 1,3 milhão para a manutenção no programa Timemania e também diminuir os problemas com penhoras.

Mesmo assim, o panorama está longe de dar esperança ao torcedor. Sem dinheiro, o clube iniciou a reformulação do elenco e 17 jogadores foram dispensados. O zagueiro André Bahia foi o 18º a sair. Ele aceitou proposta para atuar no futebol japonês.

O Botafogo estipulou um teto salarial e acertou com o técnico René Simões por menos de R$ 100 mil mensais. Estima-se que o treinador vá receber em torno de R$ 70 mil em General Severiano.

O comandante tem a missão de ajudar os dirigentes na rápida reformulação do elenco. O Botafogo aposta na base e em empréstimos para se reforçar. Hoje, com a debandada, o clube mal tem um time para colocar em campo na estreia do Campeonato Carioca.

A situação do Vasco não é muito diferente. A gestão Eurico Miranda assumiu o comando com uma série de ações na Justiça e dificuldades para liberar receitas. As contratações serão feitas através de trocas e empréstimos. O Cruzmaltino dificilmente vai investir em um grande nome e descarta ultrapassar o teto salarial.

Depois do problema pessoal com o técnico Marquinhos Santos, o clube deixou de negociar com pelo menos dois treinadores que cobraram salários superiores a R$ 100 mil. Claudinei Oliveira e Gilson Kleina saíram da pauta em São Januário antes do acordo do time com Doriva no último domingo por terem recusado se enquadrar no valor. Lidar com negativas tem sido uma rotina dos dirigentes e driblar os obstáculos não parece um feito dos mais fáceis.

O Fluminense vive uma situação um pouco diferente dos rivais, mas convive com a mesma dificuldade para contratar. Os tempos da parceria milionária com a Unimed Rio se foram, e agora o Tricolor precisa se reforçar com os próprios recursos. Por isso, o clube busca jogadores baratos e tem como exemplo o volante Edson, que veio do São Bernardo-SP na metade de 2014.

Além das limitações financeiras, o Tricolor ainda sofre por ter que mudar seu planejamento com a inesperada saída da Unimed. A cooperativa continuará pagando os salários de jogadores como Fred e Conca, mas não investirá em reforços. O Fluminense, ao menos por enquanto, está protegido de um desmanche, mas não das consequências negativas do fim da parceria.

O Tricolor deve perder três peças importantes para 2015: o goleiro Diego Cavalieri, o zagueiro Gum e o atacante Rafael Sóbis. Os dois primeiros estão sem contrato e dificilmente serão enquadrados na nova realidade financeira, enquanto o último tem vínculo apenas até julho e já expressou vontade de se transferir caso não ocorra uma extensão do compromisso por mais três anos nos próximos dias. O atacante, inclusive, já sofre assédio de times como Palmeiras, Internacional e do exterior.

A atuação do Fluminense no mercado, portanto, promete ser bastante parecida com a de Vasco e Botafogo. Com limitações de orçamento, o Tricolor procura jogadores ainda desconhecidos no cenário nacional e com baixos salários. Essa política foi inaugurada já em 2014, com as vindas de Edson, do São Bernardo, e do lateral direito Renato, do ABC.

O quadro financeiro não mente: Fluminense, Botafogo e Vasco devem ter um 2015 bastante complicado e repleto de dificuldades para a montagem de seus elencos. O trio precisará de soluções criativas para superar o problema e inverter a curva descendente do futebol carioca que parece ter começado em 2014.

Fonte: UOL

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Editor de Notícias do Fala Glorioso