Botafogo e Vasco se enfrentam em momentos opostos hoje, às 18h30, no Niltão

Botafogo e Vasco não poderiam estar em lados mais opostos. Os alvinegros surfam a onda de uma campanha surpreendente no Brasileiro do ano passado e um início animador na Libertadores. Os vascaínos, após a subida para a Série A, já começam o ano demitindo seu treinador. Neste domingo, os dois times medem forças às 18h30m, no Engenhão (Nilton Santos), pela segunda rodada da Taça Rio. E, em clássicos, diferenças costumam ser neutralizadas.

Se os donos da casa estão hoje num momento bem mais tranquilo, os números históricos abrem sorrisos nos rivais de São Januário. O confronto entre os dois times é o de maior diferença: 118 vitórias do Vasco contra 72 do Botafogo, com 84 empates. Além da vantagem, os vascaínos não sabem o que é derrota há nove jogos. Foram cinco vitórias e quatro empates. A última vitória do Botafogo foi há quase quatro anos, em agosto de 2013, quando Seedorf e Juninho Pernambucano protagonizavam o clássico.

Igualdade: Jogando no Nilton Santos, rivais têm retrospecto equilibrado

A realidade agora é diferente. Na sexta-feira, o Vasco anunciou a demissão de Cristóvão Borges após a eliminação precoce na Copa do Brasil. Auxiliar técnico, o ex-atacante dos dois times, Valdir, será o responsável por comandar o elenco que pode colocar o clube numa vantagem histórica. Isso porque a partida de hoje é também um tira-teima histórico no Engenhão. No estádio, cada um venceu cinco vezes e aconteceram também três empates.

Apesar da crise vivida pelo adversário, o lateral Victor Luís, do Botafogo, não espera facilidade.

— Acho que nossa equipe está muito blindada quanto a isso. Temos jogadores experientes, nós mesmos já vivemos uma situação difícil como essa. Hoje é o Vasco, se fosse outro time enfrentaríamos da mesma forma — disse o lateral.

Um exemplo do bom astral foi dado ontem, no Nílton Santos. Um treino aberto, última etapa da preparação do time para o clássico, levou mais de 200 alvinegros ao estádio. Os jogadores chegaram a se aproximar dos torcedores: o lateral Victor Luís jogou sua camisa de treino para o público e o técnico Jair Ventura até balançou um bandeirão.

VOLANTE IMPROVISADO

A má notícia do treino de ontem foi a confirmação da baixa do zagueiro Marcelo, que vinha jogando improvisado na lateral direita. Com um problema muscular, deverá parar por quase um mês. Fernandes deve jogar.

No Estadual, o Botafogo precisa de resultados. O time não chegou sequer à semifinal da Taça Guanabara e terá que vencer a Taça Rio ou ficar entre os maiores pontuadores da competição para poder disputar o título. Ao mesmo tempo, até 12 de abril, quando volta à Libertadores para enfrentar o Atlético Nacional, em Medellín, na Colômbia, terá que fazer ajustes no encaixe ofensivo da equipe. O maior desafio de Jair Ventura é fazer seus dois principais jogadores, o argentino Montillo e Camilo, terem uma verdadeira sintonia em campo. Contra o Estudiantes, na última terça-feira, eles demonstraram pouco entrosamento apesar da vitória.

Sem Cristóvão, o Vasco será comandado por Valdir, que fará sua estreia pelo clube à beira de campo. Após a derrota na quinta-feira, ele treinou os reservas na sexta-feira e teve apenas o dia de ontem para trabalhar com os jogadores que foram titulares na derrota por 1 a 0 para o Vitória, pela Copa do Brasil. Como teve pouco tempo de trabalho, Valdir terá que fazer mudanças no time.

Após sentir dores musculares na panturrilha no início do jogo no Barradão, que o tiraram de campo, Rodrigo foi vetado. O meia Guilherme e o atacante Kelvin também foram vetados. Na zaga, Valdir deve utilizar o reserva Jomar, que teve uma atuação insegura na quinta-feira, ao lado de Rafael Marques. Andrezinho é outro que deve ganhar um lugar entre os titulares vascaínos. O zagueiro Luan e o meia Wagner, que já não haviam jogado em Salvador, seguem fora do time.

Apesar dos problemas, Valdir festejou a oportunidade.

— É gratificante chegar onde se almeja. Não tenho palavras para descrever o momento. Foi um presente. Vou trabalhar firme, como fiz nos tempos de jogador. Empenho e vontade não faltarão — disse Valdir.

Fonte: O Globo Online

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