Botafogo dá prazo por Engenhão e promete buscar indenização

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Com o Engenhão fechado por problemas na cobertura desde o fim março do ano passado, o presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, sempre foi muito criticado por não ter se posicionado com mais firmeza sobre o assunto. No entanto, agora, quase um ano e meio depois, o mandatário alvinegro promete que irá buscar indenização na Justiça pelos prejuízos sofridos pelo clube. Ele deu um prazo para que tal medida seja tomada, mas não explicou a quem a diretoria processará e tampouco informou quanto calcula ter direito a receber.

“Falaram que (minha reação) foi tímida por eu ser filiado ao PMDB, partido do prefeito (Eduardo Paes) e do governador (Sérgio Cabral, à época)”, disse Assumpção ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil. “Disseram que eu ia me candidatar, o que não fiz. A prefeitura assumiu essa manutenção. Só pedimos para manter o nosso centro de treinamento, toda a nossa logística. Senão seria uma despesa útil. Outro passo era entender como era o processo e o que nos permitia. Contratamos um escritório terceirizado, que fez um levantamento de quanto poderíamos receber”, explicou.

“O Botafogo entrará com uma ação, essa semana deve decidir quanto e contra quem. Mas o próprio consultório nos explicou que não adianta só o Botafogo dizer o quanto pode receber, precisa provar com auditoria externa, o que tivemos que contratar. Hoje, sabemos o caminho a seguir e estamos embasados. Contra quem e de que forma, essa semana vamos definir”, continuou o dirigente.

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A primeira previsão de reabertura do Engenhão era de 18 meses, após a apresentação do cronograma das obras, que aconteceu quase três meses depois da interdição. Contando desta data, a reabertura do estádio seria em novembro deste ano. Depois de um tempo de incertezas, nesta semana, o prefeito Eduardo Paes afirmou que o prazo deverá ser cumprido.

“A primeira coisa que fizemos foi esperar o laudo do porquê da desgraça. O prefeito me ligou e disse que havia o laudo com o risco. Antes, havia relatórios periódicos. O resultado final do laudo foi de que havia riscos, ele disse que não ia brincar com isso. Nem eu brincaria. O segundo momento era: se não posso usar o estádio, não quero pagar as despesas. Quando chegamos, eram de R$ 700 mil. Melhorou estacionamento, camarotes, bares e restaurantes, estava reformando tribuna de imprensa e vestiário, sala de imprensa. Aprendemos a lidar com um estádio. Mas se não o tinha, não podia pagar essa conta mensal, mesmo tendo diminuído para R$ 350, R$ 400 mil por mês”, disse Assumpção.

Além das obras na cobertura, atualmente o estádio tem passado por uma reforma geral em seu interior. Os azulejos, vestiários e pisos têm sido trocados. Além disso, a prefeitura tem realizado obras de infraestrutura no entorno, algo já previsto desde o início da construção do Engenhão.

Conforme dito por Assumpção, o Botafogo ainda utiliza a estrutura do estádio para treinos periódicos do elenco profissional, e esporadicamente dos juniores. Durante a Copa das Confederações em 2013 e na Copa do Mundo deste ano, o Engenhão também serviu à Fifa para que seleções treinassem. Além da obra estrutural, o Engenhão passará em 2015 por mais reformas, desta vez visando os Jogos Olímpicos de 2016.

Fonte: Terra

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