Fluminense não dá aval para sindicato desbloquear penhoras e funcionários podem entrar em greve

A vitória neste sábado, às 21h, no Maracanã, sobre a Portuguesa, concorrente direto na luta contra o rebaixamento, trará grande alívio para o Fluminense. Mas apenas dentro de campo. Fora dele, a crise pode ganhar novo capítulo. Funcionários que recebem mais do que R$ 1,2 mil, e que representam a maior parte da folha salarial do clube, estão com dois meses de salário atrasados e vão se reunir na próxima semana para decidir se entram em greve.

Esta semana, advogados do Sindeclubes (sindicato de funcionários de clubes) se encontraram com o gerente-executivo financeiro, Darío Guagliardi, e ofereceram entrar na Justiça com um pedido de desbloqueio de parte das penhoras para pagar as dívidas salariais. Uma medida semelhante à tomada em diversas oportunidades com o Vasco. O problema é que o Tricolor não deu seu aval.

— Vamos nos reunir com os funcionários. Se virmos que não há caminho para eles que não a greve, vamos apoiar — disse José Pinheiro, presidente do Sindeclubes do Rio.

Guagliardi explicou que, em outubro de 2012, o próprio Fluminense já havia obtido na Justiça a liberação de R$ 995 mil para quitar atrasados. Mas a Procuradoria Geral da Fazenda recorreu e, menos de um mês depois, o desembargador federal José Ferreira Neves Neto obrigou o Tricolor a restituir este valor, com multa para cada dia de atraso. O clube teve que fazer um empréstimo para devolver o dinheiro.

— A reivindicação deles é legítima. E, se entrassem com o pedido, acredito que conseguiriam. O problema é que se tivermos que restituir a Fazenda de novo, desta vez não teríamos mais de onde levantar recursos — diz Guagliardi.

A folha do Fluminense gira em torno de R$ 2 milhões. Os que recebem até R$ 1,2 mil são os únicos com salário em dia. Mas eles representam só 10% da folha. O clube acredita que está perto de um acordo com a Justiça para liberar as receitas bloqueadas.
Fonte: Extra

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