O orgulho que supera a tristeza

Caiu de pé. Saiu com a cabeça erguida. O Botafogo de 2017 vai terminar a temporada sem títulos, porém com muitas conquistas. O sonho de ganhar a Libertadores da América foi adiado na última quarta-feira após a derrota por 0x1 para o Grêmio em Porto Alegre.  Sim, o sonho foi adiado mas não acabou. Afirmo isso com a convicção de quem viu de perto a trajetória desse grupo de jogadores.

A dor da derrota da última quarta-feira ainda incomoda bastante e vai demorar um tempo para passar mas o orgulho que o Botafogo deu aos seus torcedores durante essa temporada com certeza é muito maior que a tristeza pela eliminação. Saímos ainda mais fortes para continuar a caminhada de reconstrução do clube e a busca pelo título na próxima temporada.

Quando falo em conquistas me refiro a tudo o que aconteceu com o Botafogo durante esse ano. Um time que há um ano atrás era considerado pela mídia como forte candidato ao rebaixamento foi revertendo todos os prognósticos e provando que futebol não se faz só com grandes investimentos, é possível sim ser competitivo tendo um investimento menor desde que se tenha uma força coletiva como a que o Glorioso mostrou nessa temporada. Nesse quesito entra a competência do comandante Jair Ventura que como poucos sabe tirar o melhor de cada jogador e formar um time que honra a camisa alvinegra.

A auto-estima do torcedor botafoguense foi plenamente resgatada. As lindas festas no estádio Nilton Santos e o crescimento exponencial do número de sócios-torcedores são as maiores provas disso. Há muitos anos não se via uma sinergia tão grande entre clube e torcida com a que testemunhamos esse ano. A marca Botafogo se fortaleceu. Ganhamos respeito internacional, os adversários da Libertadores da América agora olham para o Botafogo com o respeito que sua história exige, afinal foram 5 campeões da competição eliminados pelo Glorioso, 13 títulos no total.

O Botafogo provou que não deve nada para time nenhum. A atuação fora de casa no jogo contra o Grêmio é o maior exemplo disso. Fica a certeza de que a conquista da América está longe de ser uma utopia, é algo real, acessível e próximo. Não pensem que esse é um discurso conformado com a derrota, não é. É o reconhecimento de um trabalho muito bem feito que rendeu frutos esse ano e que renderá títulos nos próximos.

Cada momento vivido nessa Libertadores foi intenso e inesquecível, me acostumei com isso. Quero mais. Quero viver essas emoções novamente em 2018 com um final feliz.  Vamos em frente na certeza de que nosso sonho será realizado em breve.

Uma palavra define o sentimento em relação a esse time: ORGULHO!!

Sobre o autor
Leandro Costa, botafoguense apaixonado desde sempre e para sempre. Do gol do Mauricio em 1989, passando pelo inesquecível título Brasileiro de 1995 com o gol do Túlio Maravilha, pela redentora cavadinha de Loco Abreu e chegando até a batalha de Assunção. Sempre ao lado do Fogão.