INFELIZMENTE

É, botafoguense, como está difícil esse ano hein? Veja o quanto perdemos, nos decepcionamos e dormimos de cabeça inchada, triste.
Infelizmente, um ano que imaginávamos ser um sonho, está se tornando, infelizmente, cada vez mais sombrio e preocupante.

Infelizmente, o Botafogo de 2014, não defende bem, geralmente não tem sorte, não teve e nem tem UM PADRÃO de jogo ( começo a ver culpa também de Mancini nisso), não cria muitas chances, erra muito lá na frente e atrás mais ainda, dá liberdade para o adversário jogar e quando recebe a mesma, costuma ser lento e não aproveita.

Além disso tudo, teve a grave lesão de Daniel ( haja infelizmente ), jogador que dava um “algo diferente” nesse time, Sheik que já não vinha bem, se machucou também e pra piorar, perdemos nosso ídolo e melhor jogador, nosso goleiro ( que falhou, cá entre nós).

No entanto, até que não jogamos mal, foi um bom jogo, tivemos até mais domínio das ações, começamos bem, pressionando, dava impressão que abriríamos o placar a qualquer momento. Porém, em uma falha conjunta de Jefferson e Gabriel ( mais do Gabriel, que apesar de ter recebido uma bola “no fogo”, cortou para trás de forma bisonha), o Santos abriu o placar.

Mas, ainda sim, continuamos em cima, empatamos em belo gol do nosso volante, se redimindo de seu erro anterior. Contudo, novamente, erramos, demos espaço, Dankler teve a chance de matar a jogada ( estourando tudo, bola e jogador juntos), não a matou e Robinho, de novo, entrou livre pelo meio da nossa defesa e colocou o time paulista na frente mais uma vez. Chegamos a empatar o jogo, mas Ramírez, infelizmente, estava impedido. Ainda deu tempo de o Santos ampliar em falha de Jefferson e novamente com uma imensa liberdade pro time do Santos. Fomos pro intervalo com 3×1 por falhas grotescas de toda defesa, num jogo que não estávamos fazendo uma má partida.

Voltamos no ataque na segunda etapa, sem tanta organização ( como sempre né), mas, pressionando de alguma forma e em bom cruzamento de Dankler para Zeballos, diminuímos.
Robinho ainda foi expulso, esboçamos uma pressão, com um a mais, porém esbarramos na falta de capacidade técnica de nosso time, INFELIZMENTE.

Nos resta, torcer e rezar para um novo milagre, dessa vez em São Paulo.
Quem sabe, 1995 não revive e a estrela solitária volta a brilhar, mesmo que sem time, organização, comando, dinheiro e muitas coisas…

E aí, se DEUS quiser, esta coluna poderá mudar o infelizmente, por FELIZMENTE.

Gabriel x santos
OBSERVAÇÕES:

OBS 1: Jefferson, Falhou feio no terceiro gol, deu uma bola no mínimo arriscada para Gabriel no primeiro gol e comprometeu sim, o resultado. O que não abala e mancha em nada sua imagem de ídolo perante a nossa torcida. É simples, nosso goleiro ( apesar de não parecer ), é humano e também erra de vez em quando, errou hoje, vida que segue, temos MUITAS outras coisas para nos preocuparmos.

OBS 2: Gabriel errou no primeiro gol, se redimiu com um golaço e brigou bastante, não dá pra criticá-lo.

OBS 3: Zeballos é um caso curioso – não convence, é lento, irrita. No entanto, é o artilheiro do time, volta e meia, marca gols importantes. E num time em que poucos marcam, é complicado não usar o artilheiro do time, mesmo que ele seja “ruim” e muito, muito, MUITO lento.

OBS 4: Deu mais gente que o esperado, ao menos para mim. Pelo horário, fase, último jogo, esperava uns 5 mil. Fomos mais de 8 mil ( fiquei com a impressão até de mais ) e nos fizemos presente durante aos 90 minutos. Botafoguense, tenha certeza de uma coisa: é melhor você no Maraca, apoiando e junto com time. No entanto, VOCÊ NÃO TEM CULPA DE NADA, nossa torcida, pelo contrário, é uma das mais fiéis e apaixonadas, mesmo com um retrospecto recente tão difícil.

OBS 5: Alvinegro, Mancini, começa a ser bastante questionado pela torcida. O que você acha dele? Quais são seus erros? É a favor da mudança de treinador? Deixe sua opinião logo abaixo nos comentários da coluna.

Irmãos de camisa, vou me despedindo. Infelizmente, triste e com mais uma derrota nas costas nesse ano tão difícil que tenho esperança de ao menos terminarmos com dignidade e na primeira, se DEUS quiser.

Um abraço, fique com DEUS.
Fellipe Portella – Coluna: A VOZ DA ARQUIBANCADA

Sobre o autor
Fellipe Portella: Botafoguense apaixonado, defensor da estrela solitária e alguém que luta por um Botafogo melhor todos os dias. Da tese que o futebol é muito mais do que um jogo e que o Botafogo é um clube diferente dos demais. DEUS é conosco.