De longe

Torcer de longe para o Botafogo nunca foi fácil. Complica-se ainda mais quando você mora no mesmo estado de dois dos melhores times atuais.

Tento sempre ir a um jogo quando o Glorioso vem pra Minas Gerais, debaixo de  muita conversa fiada de meus amigos mineiros. No dia 18 de setembro de 2013, me aventurei em meio a dois amigos cruzeirenses e fui ao Mineirão pra assistir a dita “final antecipada” do campeonato: tratava-se do então líder (e futuro campeão) Cruzeiro e o vice, Botafogo.

Sozinho, fui confiante num resultado favorável, mesmo que soubesse que naquela noite de quarta-feira o estádio poderia cravar seu recorde de bilheteria (confesso que não me recordo que se o foi, mas como de costume, todo Mineirão estava tomado por camisas azuis.)

Bom, creio que não seja necessário rememorar demasiadamente aquele fatídico jogo. Ainda que, assumo, a experiência de ver um jogo, ao vivo me seja fantástica de toda forma.

Pouco mais de um ano se passa, e minha expectativa sempre é alta para ir até Belo Horizonte assistir ao Glorioso (BH está a não mais que 100km de onde moro atualmente, Ouro Preto). Porém tive que descartar qualquer chance de ida: a ideia de se pagar R$ 120 no ingresso (ao menos, foi o valor do ano passado) fez minha razão falar mais alto que o coração.

Nossa situação, absurdamente contrária a do ano passado me fez ainda mais querer ir. Mas não deu. Contive a transmissão pela internet.

Torcer, hoje, não nos parece fácil. Acreditar numa vitória contra o líder, tampouco. Por mais que seja essa situação, confiar numa salvação ainda me é bem possível. E é! Não só pra mim, como sei que para muitos como eu, também.

Estamos próximos a novas eleições. E eu, de longe, como tantos, torcerei que a mudança comece por ai.

E mesmo que de longe, sei que minha parte faço: acreditar. E isso a distância nunca me fará perder.

 

PS.: E coisas do futebol: aquele time de 2013 levou 3. Esse, um dos piores que vi jogando, apenas dois e descontou um.

Sobre o autor
Kael Ladislau - Jornalista. Botafoguense desde Dezembro de 1987. Capixaba que mora em Minas, dificilmente consigo acompanhar o time indo a estádios, por isso, tentarei sempre abordar como é torcer pelo Glorioso de longe e mostrar que, de norte a sul do país, o BOTAFOGO É UM SÓ.