Botafogo FR e Jefferson. Parceria que pode render mais.

Nessa temporada de 2015, em que o Botafogo FR disputa o Brasileiro Série B, o clube irá jogar em outras 9 capitais brasileiras, podendo chegar à 10 caso a equipe do Luverdense EC jogue em Cuiabá, como na temporada 2014 contra a equipe do CR Vasco da Gama.

Dentre essas capitais, 6 delas não estão, e nem estarão, representadas na Série A 2015; São Luiz-MA, Maceió-AL, Natal-RN, Fortaleza-CE, Salvador-BA e Belém-PA. Ou seja, a grande chance de visibilidade comercial, com futebol, dessas cidades está exatamente no Botafogo FR, o clube de maior projeção nacional da “B” e residente em um grande centro, como é a cidade do Rio de Janeiro.

Além dessa natural projeção nacional, o Botafogo FR conta com um outro trunfo que poucas equipes nacionais tem; um titular na seleção brasileira. Esse diferencial chama-se Jefferson Galvão, goleiro ídolo no clube, respeitado por torcedores rivais e por toda a mídia esportiva no Brasil, tornando esse potencial comercial ainda maior.

No momento, existem dois projetos comercial e de marketing do clube com o Jefferson. Um deles é o projeto “#NossoJefferson”, que visa arrecadar valor suficiente para bancar o salário do jogador, estimado em R$ 380 mil p/m, e que até o presente momento ainda não ultrapassou a barreira dos R$ 55 mil, o que não representa nem 25% do salário do atleta. O outro é um “mini museu” do jogador na loja oficial do clube, em General Severiano.

Analisando, o segundo projeto é mais uma homenagem do que uma ativação comercial e o primeiro é pouco produtivo, por apresentar alguns equívocos. Um deles é apostar que o torcedor possa investir em um programa de sócio futebol, no programa de pagamento de dívidas do clube, na compra de produtos oficiais, no “matchday” (compra de ingressos e produtos no estádio) e também no pagamento do salário de algum jogador, mesmo sendo esse um ídolo da torcida.

Ainda assim, o projeto elaborado apresenta o jogador com o uniforme da equipe completamente defasado (até esse momento), em destaque no próprio website oficial do programa (http://www.nossojefferson.com.br/), com patrocinadores antigos, que não investem mais no clube e sim nos nossos maiores rivais.

Agora, imaginem quantas empresas nessas capitais não gostariam de expor suas marcas e/ou produtos em um nome como o Jefferson? Que oportunidades comerciais como essa, essas empresas terão ao longo dessa temporada para ativar sua marca? Como vimos, nenhuma empresa está diretamente ligada comercialmente ao Jefferson nesse projeto de permanência do jogador. Isso mostra uma falta de visão enorme da atual diretoria, pois até mesmo o clube poderia lucrar comercialmente nesses acordos, com patrocínios pontuais (não no uniforme, mas em backdroops e mídias sociais, por exemplo) e até com a venda de seus produtos oficiais e programas de sócio futebol para torcedores de fora do Rio de Janeiro.

A passagem do Botafogo FR pela Série B deveria ser melhor aproveitada e trabalhada comercialmente não apenas com o Jefferson, mas também pelo clube como instituição, pois são mercados que, em uma disputa de Série A, o clube não tem a chance de explorar tão ativamente.

Sigam-me pelo twitter: @EstAlvinegro

 

 

 

 

 

Sobre o autor
Amante do futebol e suas implicações políticas e sociais. Crítico botafoguense, que tem a paixão pelo clube como a maior herança de família.